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____5.3.1 Generalidades

5.3.1 GENERALIDADES

Quando se utilizarem tubos para a ligação das caixas, estes não podem ficar salientes no interior das

mesmas, devem terminar sem arestas vivas, com bucin, boquilha ou moldados e estar colocados por forma

a que exista uma distância mínima de 1cm entre o tubo e cada face lateral.

Quando se utilizarem tubos em plástico, instalados à vista, os acessórios de ligação entre os tubos devem

ser uniões ou encaixes, podendo ser roscados nos casos em que se justifique. Deverá existir um cuidado

especial no que se refere a garantir a estanquicidade das ligações, de modo a não permitir a entrada de

água ou argamassa nos tubos. Devem ser fixados com braçadeiras com um espaçamento máximo de 50cm

entre fixações e duas fixações nas curvas (entrada e saída da curva).

Todas as caixas que são montadas salientes da parede devem ser fixadas a esta, de modo que não seja

fácil a sua remoção.

As tubagens que atravessam zonas do edifício sujeitas a deslocamento (juntas de dilatação), devem ser

dotadas de acessórios elásticos ou articulados. Os cabos que as atravessam devem poder suportar as

variações mecânicas associadas.

Recomendam-se que sejam deixadas guias (reboques) nomeadamente em tubos até 25mm de diâmetro, de

difícil deterioração, com um diâmetro mínimo de 1 mm quando de ferro zincado, ou com uma tensão de

ruptura de 50 kg quando de outro material, ficando uma ponta de pelo menos 30 cm em cada uma das

extremidades do tubo.

No caso específico da utilização de calhas, devem ter-se em conta as seguintes instruções:

• Serem instaladas de modo a não existirem descontinuidades nos vários troços;

• Serem de fácil acesso;

• Os suportes para fixação interna de cabos devem ser compatíveis com as calhas e estar

localizados por forma a não provocarem danos aos cabos a instalar;

• As dobras para efectuar curvas e as uniões devem ser compatíveis com o tipo de calha utilizado.

Estas instruções para a instalação de calhas são requisitos mínimos. Também poderão ser seguidos os

requisitos constantes na norma EN 50174-2, ou outras, desde que se tenham em conta os referidos

requisitos mínimos.

A rede de tubagens embebida deverá ser inspeccionada antes da sua cobertura com reboco. A inspecção

ficará a cargo do instalador ou da entidade certificadora. O resultado da inspecção ficará devidamente

registado no respectivo relatório.

A tubagem deve ser montada de maneira que os cabos possam ser passados ou substituídos sem

dificuldade, devendo ser respeitados os raios de curvatura mínimos dos cabos e das tubagens, definidos

pelo fabricante.

Deverá ter-se em conta os seguintes pontos, na instalação de tubos:

• Os ângulos internos serão sempre superiores ou iguais a 90º;

• O comprimento máximo dos tubos entre duas caixas deve ser de 12m quando o percurso for

rectilíneo e horizontal;

• O número máximo de curvas nos tubos, entre caixas, é de duas. O comprimento atrás referido será,

neste caso, reduzido de 3m por cada curva;

• Não é permitido mais de uma curva a 90º, devendo utilizar-se caixas de passagem do tipo I2, ou

similares, quando existir essa necessidade;

• O raio de curvatura dos tubos, deverá ser superior ou igual a 6 vezes o diâmetro nominal da

tubagem.

Em relação à separação entre as tubagens de telecomunicações e as tubagens metálicas de outro tipo de

infra-estruturas, água e gás por exemplo, deverão respeitar-se as distâncias referidas no ponto 4.5.1.

Recomenda-se que as caixas de aparelhagem, quando colocadas no pavimento, sejam montadas com

cuidados especiais, nomeadamente no que diz respeito à montagem da tampa, de modo a evitar infiltrações

de humidade e de poeiras. Existindo uma protecção com tampa, ela deve ser suficientemente robusta para que não seja destruída com a passagem das pessoas ou a colocação de objectos pesados directamente

sobre elas.


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