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______3.5.1.2 Armário de Telecomunicções Individual – ATI

______3.5.1.2 Armário de Telecomunicções Individual - ATI

3.5.1.2 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL – ATI

O Armário de Telecomunicações Individual (ATI) faz parte da rede individual de tubagens, sendo

normalmente constituído por uma caixa e pelos equipamentos (activos e passivos), de interligação entre a

rede colectiva e a rede individual de cabos. No caso das moradias unifamiliares, o ATI interliga os cabos

provenientes da CEMU à restante rede individual, no interior da referida moradia.

As caixas do ATI devem satisfazer os seguintes requisitos técnicos mínimos:

– Essencialmente não metálicas (exemplo: plástico). Poderão no entanto conter partes metálicas,

como por exemplo reforços de estrutura ou painéis para fixação de tomadas e dispositivos.

– Temperatura de instalação e serviço entre -15ºC e +55ºC;

– Protecção contra impactos mecânicos com uma energia de 0,2 joule se a montagem for embebida e

2 joule se a montagem estiver à vista, podendo estes valores ser ajustados aos locais onde vão ser

instaladas;

– Protecção contra a penetração de corpos sólidos estranhos de diâmetro maior ou igual a 2,5mm,

sendo a protecção ajustada ao local onde vão ser instaladas;

– Protegidas contra a penetração da água, com uma protecção ajustada ao local onde vão ser

instaladas;

– Resistentes à propagação da chama;

– Identificadas com a palavra “Telecomunicações”, marcada de forma indelével na face exterior da

porta.

As dimensões interiores mínimas do ATI, em mm, são as constantes da tabela seguinte, onde a largura

poderá ser trocada pela altura, permitindo o melhor posicionamento do armário:



ATI para edifícios até 3 fracções autónomas: deverá ser instalado 1 DDC, 1 TC e conter espaço suficiente

para alojar um segundo TC.

ATI para edifícios de 4 ou mais fracções autónomas: deverá ser instalado 1 DDC, 2 TC e conter espaço

suficiente para alojar um terceiro TC.

De modo a salvaguardar-se a robustez das ligações do ATI às respectivas redes, principalmente as de par

de cobre, entende-se o seguinte:


• O ATI é obrigatoriamente constituído por 2 zonas distintas, uma mais acessível ao cliente e uma

outra de acesso mais restrito, com interesse apenas ao instalador ITED;

• Na zona mais acessível do ATI, normalmente após a abertura da porta (ou portas) principal, é feita

a manobra de chicotes de interligação pelo cliente;

• A criação da zona de acesso mais restrito destina-se a uma melhor salvaguarda das ligações do

DDC às respectivas redes de par de cobre, colectiva e individual. Este acesso mais restrito poderá

ser conseguido através de uma porta interior, que crie uma zona mais reservada;

• A eventual porta interior (ou portas) do ATI, para além de criar uma separação, pode servir de

suporte a dispositivos e equipamentos.

Na ligação dos TC aos cabos coaxiais que vêm das tomadas de cliente, considera-se o seguinte:

• Hipótese 1: os referidos cabos coaxiais terminam num painel de fichas “F” fêmea. A interligação

entre o referido painel e os TC poderá ser feito com pequenos chicotes coaxiais, “F” macho – “F”

macho;

• Hipótese 2: os referidos cabos coaxiais acedem directamente aos TC. Nesta hipótese o ATI contém

obrigatoriamente uma fixação, que prende os cabos de forma conveniente, sem os deteriorar nem

provocar apertos excessivos. Nesta situação os cabos ficarão obrigatoriamente com uma folga

conveniente, de forma a poderem aceder a qualquer um dos TAP dos TC.

Cada ATI deve disponibilizar espaço suficiente para outros dispositivos e equipamentos, nomeadamente os

activos. Deverá também estar dimensionado e construído por forma a permitir a manobra e ligação de

cabos e a entrada de novos serviços. Todas as operações possíveis de serem realizadas num ATI,

nomeadamente pelos clientes, devem estar suportadas em instruções. Deverão também estar devidamente

especificadas as perdas introduzidas pelo ATI em termos do NQ2 (tecnologia coaxial).

O ATI contém obrigatoriamente um barramento de terra, com capacidade mínima de 5 ligações, onde se

vão efectuar as ligações de terra que forem necessárias.

O ATI deve disponibilizar 1 tomada de energia 230 V AC, com terra, para fazer face às necessidades de

alimentação eléctrica. O ATI é interligado ao quadro de energia eléctrica da fracção autónoma, onde existirá

o necessário disjuntor diferencial associado à referida tomada.

Do ATI sai obrigatoriamente uma conduta, com o diâmetro mínimo de 20mm, se possível na vertical do

próprio ATI e terminada numa caixa de aparelhagem, por exemplo do tipo I1, com tampa. A caixa de

aparelhagem ficará à mesma altura das tomadas de cliente. Esta ligação vai permitir futuras passagens de

cabos, para a ligação a equipamentos activos de cliente que não possam estar no interior do ATI,

nomeadamente uma WLAN (Wireless Local Area Network).

O ATI poderá possuir aberturas para ventilação por convecção, na porta ou em outro local adequado. Em

qualquer caso, deverá estar dimensionado de modo a garantir a correcta ventilação dos equipamentos a

instalar.

A colocação dos equipamentos no interior do ATI deverá estar de acordo com as necessidades de

ventilação de cada um deles. Admite-se que os equipamentos activos que possam vir a ser instalados,

nomeadamente um amplificador de CATV, tenha de ficar colocado na parte superior do ATI.

Para efeitos de tele-contagem, recomenda-se que o ATI seja interligado aos armários que contêm os

contadores de água, gás e electricidade. Admite-se também que o ATI possa ser um ponto de interligação a

sistemas de videoportaria e televigilância.


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