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__2.3 Rede de Tubagens

2.3 REDE DE TUBAGENS

A Rede de Tubagens do Edifício, ou simplesmente Tubagem, é uma infra-estrutura que permite a passagem

de cabos e o alojamento de dispositivos de ligação, distribuição e terminais. Para uma melhor compreensão

deste conceito, considere-se a seguinte classificação:

Rede de Tubagens ou Tubagem:

                            Condutas             Tubos, Calhas

                                                    

                            Caminhos            Coretes, Esteiras, Caleiras, Galerias

                            de cabos              

                                                                                                        

                            Caixas            Colectivas, Individuais

                                         

                            Armários        ATE, ATI

                           

                            Bastidores


A rede de tubagens do edifício divide-se em:

1. Rede Colectiva de Tubagens. Considerada no caso de edifícios com mais de uma fracção

autónoma. É limitada a montante pela tubagem constituinte da entrada subterrânea, inclusive, e a

jusante pelo Armário de Telecomunicações Individual (ATI), onde estão alojados os dispositivos

para uso privativo de cada cliente, exclusive.

Deve ser constituída, pelo menos, por 2 colunas montantes: uma das colunas destina-se à

passagem de cabos de pares de cobre e a outra à passagem de cabos coaxiais e de fibras ópticas

(ver Figura 1).

Cada uma das colunas montantes tem, no mínimo, 2 condutas sendo uma delas de reserva.
As colunas montantes encontram-se interligadas entre si nas caixas de base e de topo do edifício,
situadas no ETS e no ETI, por tubagem da mesma dimensão da que se utilize na própria coluna ou
por partilha do mesmo armário.
Quando pelas dimensões e planta do edifício for aconselhável o desdobramento das colunas
montantes, na vertical ou na horizontal, as colunas resultantes estarão ligadas entre si, no mínimo
num ponto e de forma adaptada às características do edifício. Por desdobramento entende-se a
existência simultânea de várias colunas montantes, que distribuem pelo edifício o mesmo tipo de
cablagem.
As colunas montantes devem ser o mais rectilíneas possível e ter capacidade para servir todo o
imóvel.
2. Rede Individual de Tubagens. Destina-se a servir uma só fracção autónoma. É limitada, a montante,
pelo Armário de Telecomunicações Individual (ATI), inclusive, e a jusante pelas caixas de
aparelhagem, inclusive.
Deve incluir um número mínimo de 1 tubagem para todos os tipos de cabos, quer sejam em pares
de cobre, em coaxial ou em fibra óptica.
No caso particular da moradia unifamiliar, considera-se que a Rede Individual de Tubagens é
limitada, a montante, pela Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar (CEMU), inclusive. A ligação da
CEMU ao ATI é realizada por 2 tubagens distintas, para o alojamento em separado do cabo de
pares de cobre e do cabo coaxial.
Na ligação entre a rede colectiva (ou individual, no caso da moradia unifamiliar) e as antenas externas,
existe uma tubagem que vai permitir a passagem de cabos para ligação a sistemas do tipo A, B e FWA.
Esta tubagem é designada por Passagem Aérea de Topo (PAT). A referida passagem deverá estar
interligada ao ETS (ou ao ATI no caso da moradia) ou à infra-estrutura colectiva de tubagem. A PAT é
sempre obrigatória, independentemente da existência de sistemas de antenas.
Para os sistemas de uso exclusivo do edifício, nomeadamente os sistemas de portaria, videoportaria e
televigilância, deverá ser prevista uma rede de tubagem específica, embora se preveja a interligação entre
estes sistemas e as ITED, nomeadamente no ATE ou no ATI.


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